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Lançamento de steampunk discute gênero e preconceitos de forma ácida e divertida

03 de Janeiro de 2014 | Autores

Quem leu Viagem ao centro da Terra, de Júlio Verne ou Viagem no tempo de H. G. Wells, ou assistiu a As loucas aventuras de James West e A liga extraordinária vai entender do que estamos falando... É como se contássemos uma história de ficção científica ambientada no passado com ideias futuristas sobre tecnologia.

Por mais que muitas produções literárias e cinematográficas recorram a essa técnica, batizada de steampunk, não se trata de uma novidade. A estética começou na década de 70, quando autores começaram a escrever ficção científica ambientada no século XIX ou em uma realidade paralela. Só que em vez das clássicas carruagens e dirigíveis vistos nos clássicos de Jane Austen, vislumbramos, por exemplo, máquinas modernas movidas a vapor e computadores confeccionados em madeira.

Embora atualmente seja um movimento artístico e não apenas um subgênero da ficção científica, foi a literatura o primeiro meio de divulgação do estilo.  Uma das mais populares influências foi Júlio Verne, com seus submarinos modernos para a época, que levavam os personagens para o fundo do mar em Vinte mil léguas submarinas ou veículos futuristas que transportavam seres humanos ao Centro da Terra. Grande parte das tramas do steampunk são ambientadas na era vitoriana, período de governo da Rainha Vitória no Reino Unido, de 1837 a 1901.

Hoje, o steampunk se manifesta de muitas maneiras. O nome faz uma associação com o cyberpunk. Essa ramificação da ficção científica engloba universos paralelos futuristas e uma tecnologia muito mais avançada do que a encontrada na época em que se passam as histórias, atualmente é responsável pela reunião de organizações e sociedades que se interessam, trabalham e divulgam essa cultura pelo país e pelo mundo.

Com cada vez mais frequência, o steampunk atrai outro tipo de leitores além dos aficionados por ficção científica. As tramas capazes de unir em um só livro fantasia, aventura, espionagem e cenas típicas da comédia de costumes em meio a autômatos e outros grandes milagres da engenharia mecânica ganham entusiastas seguidores, principalmente no Brasil.

Steampunk no Brasil

                                                        

Em 2007, entrou no ar o primeiro site brasileiro divulgando este movimento retrofuturista, chamado de Steampunk. No ano seguinte, foi fundado no Rio de Janeiro e em São Paulo o Conselho Steampunk, uma comunidade de mais de três mil pessoas e mais de uma dezena de lojas que difunde notícias sobre o movimento para todo o País. As primeiras obras de autores brasileiros vieram na forma de antologia e coletâneas, e só recentemente os livros solo chegaram até o público.Os interessados no steampunk podem contar também com o steamcast, um podcast com entrevistas com autores nacionais e internacionais, explicações sobre o gênero e dicas para os que desejam se informar sobre o movimento.

Steampunk na Novo Conceito

O Grupo Editorial Novo Conceito abre o ano de 2014 com um genuíno steampunk. Sociedade dos meninos gênios, de Lev AC Rosen. Inspirado nos clássicos Noite de reis, de Shakespeare e A importância de ser honesto, de Oscar Wilde, a obra de Rosen conta a história de uma menina que se disfarça de menino e assume a identidade de seu irmão gêmeo para ser aceita em uma universidade de inventores e cientistas, na machista Inglaterra do século XIX.

Como a maioria dos títulos de steampunk, a história se passa durante a era vitoriana e apresenta uma trama cheia de mistério, chantagem, diversão e aventura, além de uma reflexão bem-humorada sobre a questão do feminino e do masculino.

O livro será lançado dia 15 de janeiro de 2014.

O que estão falando sobre o livro no resto do mundo:

“A bem-humorada estreia de Rosen dá um toque de steampunk no modo de vida rígido do período vitoriano, ao mesmo tempo em que, sorrateiramente, critica os preconceitos de gênero de todos os gêneros... Robôs desativados, mecanismos misteriosos, criaturas estranhas, chantagem e uma série de personagens vividos se somam a uma grande dose de divertimento.”

Publishers Weekly

“Com Sociedade dos Meninos Gênios, Lev Rosen construiu um novo mundo de sonho maravilhosamente vívido, totalmente original e misteriosamente familiar. Ele escreve com grande sagacidade, desenvoltura e ternura e é, sem dúvida, um dos mais talentosos e emocionantes jovens escritores da sua geração”.

Dan Chaon, autor de You remind me of

Sociedade dos meninos gênios é absolutamente encantador. Um grande elenco gira em torno da personagem central, Violet Adams, tão bem como engrenagens em um relógio de precisão. Como os melhores livros do gênero steampunk, ele parece ter sido escito em um tempo muito mais antigo. Espirituoso, arrojado, e um pouco perigoso.”

Mary Robinette Kowal, autora do livro indicado aos prêmios Nebula e Locus,The shades of Milk and Honey

2 pessoas comentaram

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Lia Christo

Lia Christo - 05 de Janeiro de 2014 às 01:01

Eu já li alguns livros neste estilo, inclusive o de Julio Verne e já conhecia o gênero, e fiquei muito satisfeita quando voltou com força total. O livro já está aqui em casa, e em breve estarei conferindo esta história. Parabéns pelo lançamento.

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Mai Ane

Mai Ane - 05 de Janeiro de 2014 às 00:34

Então nunca li nada desse gênero mas já vi alguns filmes e estou curiosa com essa obra eu já a tenho e assim que terminar A cidade dos segredos vou ler A sociedade dos meninos gênios

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