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Entrevista com João Varella, autor de "A Agenda"

14 de Outubro de 2013 | Entrevistas

A agenda é o título do lançamento do selo Novas Páginas deste mês. O autor é João Varella, um jornalista de tecnologia e negócios de 28 anos que passa bem longe de qualquer estereótipo. João exala irreverência e inquietude e aplica sua visão crítica e contestadora da vida em cada linha de sua trama de estreia na ficção.

A agenda é um romance ácido sobre o a vida moderna que apresentando um panorama caricato do mundo corporativo, das relações amorosas frágeis, da pressão sobre a mulher e das fraquezas do ser humano. 

O blog da Novo Conceito trocou uma ideia com João e descobriu um pouco mais sobre seu livro, suas influências e preferências literárias e seus projetos.

1-      Alguns personagens da sua história nos soam familiares. Você se inspirou em alguém? Houve alguma Sandra em sua vida? Ou várias?

Para fazer com que os personagens sejam críveis, faço uma mescla de pessoas que já conheci. Já tive várias Sandras na vida e posso até dizer que eu sou um pouco ela também. Gosto muito da minha agenda, por sinal.

2-      Quais são os autores com quem você se identifica?

Não me identifico com ninguém. Não quero soar arrogante, mas prefiro responder a sua pergunta assim porque inevitavelmente eu estaria me comparando com os caras, e eu não me sinto confortável com isso. Posso dizer que tenho uma leitura variada e que me influencia, mesmo que inconscientemente. Cresci lendo gibis da Marvel e DC, Agatha Christie e Rachel de Queiroz. Na adolescência embarquei na Terra-Média de Tolkien e na literatura direta de Rubem Fonseca e Patrícia Melo. Quando entrei na faculdade de jornalismo, mergulhei em Gay Talese, Capote, Tom Wolfe, Joseph Mitchell, entre outros cânones dessa área. Agora me mantenho cada vez mais onívoro: Peter Drucker, livros de tecnologia (área onde trabalho como repórter), Philip Roth, Terry Pratchett, Ariano Suassuna. Na real, sempre tive uma leitura muito errática e pouco disciplinada. Sei que hoje o mundo meio que nos obriga a sermos especializados em algo, mas deve ter algo de poético numa leitura bagunçada como a minha.

3-      O que você está lendo agora?

Hoje estou lendo Honor ThyFather, do Gay Talese. Mas antes li O restaurante no fim do Universo (de Douglas Adams, bom), Alta fidelidade (clássico do Nick Hornby, muito bom), Manual do paulistano moderno e descolado(de Gustavo Piqueira, bom), A história secreta de Parisde Andrew Hussey(chatíssimo), Marlon Brando: Vida e obra por Gustavo Piqueira (muito bom), Laertevisão (do mestre Laerte, muito bom) e Derrotados (Joe Sacco, muito bom). Um bem nada a ver com o outro, em suma.

4-      Você é um jornalista, acostumado a textos factuais. Quando e como descobriu que poderia escrever ficção?

 Nas profundezas de minha infância e adolescência, eu fui mestre de RPG. Como tal, eu tinha que criar histórias para os jogadores — usávamos poucas aventuras prontas lá em Guaíba. Mas a segurança de criar uma história a ponto de querer a publicar veio, acho eu,no Curitibocas: diálogos urbanos. Esse livro, que escrevi com a Cecilia Arbolave (aka minha esposa) em 2007, reunia uma série de entrevistas com curitibanos. Para amarrá-lo, criamos uma história fictícia de um personagem que esbarra e conversa com os entrevistados. Desde então surgiu o comichão de criar uma novela 100% fictícia.

5-      Sua história tem um ritmo que poderia facilmente ser transformado em roteiro. Você imagina A Agenda como um filme? Quem seriam os atores que escalaria para os personagens principais?

Imagino sim. Seria necessário fazer uma série de adaptações para um roteiro cinematográfico de verdade. Por mais que tenha ritmo, falta uma estrutura que ajude o espectador a mergulhar na história, como cenas para contextualizar melhor os personagens, revelar o desfecho um pouco antes, ajustar alguns diálogos, etc. Enfim, seria necessário um trabalhinho aí, mas nada fora do comum.

Que pergunta divertida essa de imaginar os atores para o filme. Vamos lá:

Sandra - Simone Spoladore

Carrano - Caco Ciocler (mas com maquiagem, barba... ele não pode estar muito bonitinho nesse papel)

Pepê - Raul Cortez

Felipe - Christian Monassa

Barbosa -  Zé Victor Castiel

Você não perguntou, mas o diretor dos sonhos seria o Luiz Fernando Carvalho, o cara que fez “Lavoura Arcaica”, o melhor filme brasileiro da história. 

6-      Como foi o processo de publicar o livro? Você teve dificuldade para lançá-lo por uma editora?

Mandei o original para algumas casas. A maioria respondeu de forma lacônica. Fiquei tentado a lançar pela Lote 42, minha própria pequena editora, até que fechei com a Novo Conceito (selo Novas Páginas). Acho louvável a NC apostar em autores brasileiros e ainda mais com uma proposta de livro tão diferente do resto do seu catálogo. Ao esbanjar essa coragem, foi fácil dizer sim à editora.

7-      Está trabalhando em algum livro atualmente?

Sem contar os da Lote 42, onde trabalho como editor, estou escrevendo outra história de ficção. Dessa vez mais vinculada ao jornalismo, com um repórter como protagonista. Só preciso de tempo para pôr a mão na massa.

8-      A agenda tem algumas transcrições de poemas. Você é um leitor de poesia?

Não. Engraçado, né? Foi justamente por isso que resolvi escrever esse livro. E mais eu não posso dizer, para não perder a graça.

Saiba mais:

» Assista ao Booktrailer.

 

 

2 pessoas comentaram

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Renata Deca Almeida

Renata Deca Almeida - 05 de Dezembro de 2013 às 09:34

O livro é incrível, amei a história e o final, nossa! Parabéns!!

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Paty Nunes Marcos

Paty Nunes Marcos - 19 de Outubro de 2013 às 10:06

Gostei da entrevista. Estou pensando seriamente em comprar o livro.

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