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Entrevista com Graciela Mayrink

30 de Janeiro de 2014 | Entrevistas

O blog Novo Conceito conversou com a autora de "Até eu te encontrar", a carioca Graciela Mayrink. É formada em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) com o mestrado em Fitopatologia e já trabalhou com automobilismo e assessoria de imprensa. Por ser apaixonada por livros e leitura, escrever acabou sendo um desenvolvimento natural para quem adora criar e contar histórias. Confiram o bate-papo descontraído com a autora nacional.

Quem é a Graciela Mayrink? Por que você resolveu ser escritora?

Sou uma pessoa normal (risos). Sou calma, bem caseira, viciada em séries, cinema e, claro, livros. Sou uma leitora compulsiva, não consigo ficar sem ler e sempre leio mais de um livro ao mesmo tempo. Adoro viajar e sair para comer com minha irmã Flávia e minhas amigas, e também ficar em casa com minhas cachorrinhas, que são as minhas companheiras diárias de escrita. Sou uma pessoa tímida até conhecer os outros, depois me solto. Estou sempre pronta para ajudar os amigos e levo muito a sério a amizade. Quando sou amiga, sou amiga até o fim.

Eu decidi levar a escrita como profissão por insistência da minha irmã. Desde pequena que escrevo, mas nunca havia pensado em publicar, até que ela começou a insistir, dizendo que meu texto era bom e que outras pessoas mereciam conhecer meu trabalho. Eu achava que ninguém ia gostar do que eu escrevia, então levei um ano pensando no assunto, enquanto ela ia me convencendo aos poucos.

 Qual a influência de sua vida na hora de escrever?

Eu sempre tive uma mente muito criativa. Às vezes penso em algumas coisas que aconteceram quando eu era mais nova e me pergunto se aquilo realmente aconteceu ou se foi fruto da minha imaginação. Tem até uma frase do Gabriel García Márquez com a qual me identifico totalmente: “A vida não é a que a gente viveu e sim a que a gente recorda e como recorda para contá-la”. Tive uma infância muito feliz, onde adorava inventar brincadeiras. Eu me diverti muito, e ainda me divirto. Acho que tudo o que vivi influenciou o modo como escrevo e me guiou até onde cheguei. Acredito que quanto mais experiência de vida, mais coisas que você vê, sente, aprende, pesquisa, lê, isso tudo influencia o seu modo de escrever. Eu percebo que vou melhorando a cada página escrita e os altos e baixos da vida me influenciaram demais. Sem tudo o que vivi, tudo pelo que passei, inclusive os momentos ruins, não teria me tornado escritora que sou hoje. A vida influencia o modo como escrevo, mas tento não colocar a minha vida no que escrevo.

 Como “Até eu te encontrar” surgiu?

Surgiu da vontade de escrever um romance que se passava na universidade. A primeira ideia que veio na minha cabeça foi utilizar Viçosa, por ter morado lá e conhecer bem a cidade e a universidade. Quis mostrar um pouco da rotina de um universitário em uma cidade pequena. A partir desta ideia inicial, logo surgiram as tramas e personagens. Depois que estava tudo na minha cabeça, comecei a colocar a história no papel.

 O desenvolvimento de seu romance foi fácil?

Não sei se fácil é a palavra certa, mas não chegou a ser difícil. Talvez a palavra certa seja “tempo”. Para desenvolver um romance, é preciso de tempo e paciência para organizar as ideias. Eu brinco que não tem como escrever um ótimo romance em uma semana ou um mês, porque você precisa amadurecer a ideia na cabeça, ver o que funciona, escrever, revisar, melhorar. Eu gosto de escrever com calma, dando um descanso de alguns meses após o ponto final para poder revisar novamente. É incrível como você melhora e modifica algumas coisas depois de um tempo longe do que escreveu. Mas até chegar no ponto final são meses de escrita. A minha forma de escrever começa com a ideia se formando na minha cabeça. Eu só consigo passá-la para o papel quando tenho toda a história definida, do início ao fim. É claro que conforme vou escrevendo algumas coisas mudam, mas o final já está definido. Até costumo escrevê-lo após o primeiro ou segundo capítulos estarem prontos. No caso de Até Eu te Encontrar, a primeira coisa que foi para o papel foi o Prólogo e a partir dele eu escrevi todo o final. Depois que fui escrever as primeiras cenas. Levei sete meses no processo da escrita do livro.

 Por que a ideia da personagem ser Wicca?

Eu sempre fui apaixonada por todo o mistério da bruxaria. Sempre li muitos livros envolvendo magia, sou apaixonada pela lenda do Rei Artur, por toda a magia que existe na história, e muitos livros que eu leio possuem uma pitada de Wicca. Na época que estava desenvolvendo na minha cabeça a história de Até Eu te Encontrar, eu estava lendo os livros da Anne Rice sobre as bruxas Mayfair e fiquei completamente envolvida pela história. Comecei a pesquisar sobre a Wicca, mais por curiosidade do que para colocar no meu livro, só que de repente a Wicca começou a entrar na minha história e eu pensei: “acho que pode dar certo”. Arrisquei em colocar a magia, só que de forma mais real e não sobrenatural, e acho que ficou perfeito na história. Era o toque que faltava, aquele algo mais quando comecei a pensar no desenvolvimento do meu livro.

 Você acredita em alma gêmea?

Sim. Acredito que existam pessoas especiais nas nossas vidas, que vão nos acompanhar sempre. Acredito na alma gêmea como no caso de Até Eu te Encontrar, que existe aquela pessoa que vai nos amar, apesar dos nossos defeitos e problemas, mas acredito também que a alma gêmea não é só algo entre um casal. Você pode ter amigos especiais, primos, irmãos que são sua alma gêmea, que estarão ao seu lado para o que der e vier. Minha irmã Flávia é minha alma gêmea e não consigo imaginar minha vida sem ela.

 Quando você perde a inspiração o que faz para retomar?

Se estou fora do computador, eu vou fazer esteira ouvindo música ou então vou lavar a louça (risos). Se estou no computador, vou jogar um pouco (adoro Freecell e Taptiles) para desafiar o raciocínio. Se o jogo não ajuda, eu coloco música e a inspiração vem.

Poderia mandar um recado para seus leitores?

Agradeço o carinho das pessoas que leram o meu livro, que me escrevem para elogiar, comentar, trocar ideias sobre personagens, que me perguntam sobre Viçosa e os lugares citados no livro e me pedem uma continuação. Fico feliz com o retorno que estou tendo, e cada dia me surpreendo com a quantidade de pessoas que me falam que vão prestar vestibular para Viçosa só por causa de Até Eu te Encontrar. Espero que se forem para lá, gostem tanto da UFV como eu gostei. E para quem ainda não leu meu livro, espero que deem uma chance a um nacional e o leiam sem preconceito, como uma forma de distrair a cabeça dos problemas diários. Acredito que vocês podem se surpreender com esse romance leve, dinâmico e cheio de diálogos.

 Rapidinhas:

Autor favorito: Fernando Sabino

Livro favorito: O Encontro Marcado

Livro que leu pela primeira vez: Não me lembro hahahah mas a história que mais lembro da minha infância é O Patinho Feio. Talvez tenha sido este porque eu lembro que lia e relia a história o tempo todo. Eu amo este livro.

Livro que não leu até o final: “A Cabana”

Uma música: Amazing, Aerosmith

Um filme: “E O Vento Levou...”

Um animal: Cachorro

Uma frase: “Nada acontece por acaso”

1 pessoa comentou

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Tony Ferr

Tony Ferr - 30 de Janeiro de 2014 às 16:14

Amei a entrevista Graciela!! Muito legal conhecer mais um pouco sobre você!!! Beijos =D

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