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Jornal Valor Econômico destaca a importância de Ecclestone na Fórmula 1

22 de Novembro de 2013 | É Notícia

Confiram a matéria na íntegra que saiu no jornal VALOR do Rio de Janeiro:

Valor Online - SP - EMPRESAS

Por Janes Rocha
 
"A entrada da Rússia no circuito da Fórmula 1 no ano que vem não significa apenas mais um país querendo atrair turistas para a cidade-resort Sóchi, situada às margens do Mar Negro. O acordo firmado entre o governo Putin e o todo-poderoso da F1, Bernie Eccleston, tem como pano de fundo o interesse das indústrias automotivas europeias nas montadoras russas. Foi o que admitiu recentemente à imprensa Sergei Chemezov, diretor da Russian Technologies, conglomerado estatal que detém participação em fabricantes de automóveis.

O fato de a F1 acompanhar negociações e tendências da indústria automobilística não é novidade. Tem mais de 30 anos que a Federação Internacional de Automóveis (FIA) deixou de ser apenas uma entidade mantida por cidadãos europeus ricos e loucos por carros de corrida para ser uma espécie de incubadora de negócios e tecnologia da indústria.

Fundada em 1904, a FIA é uma das mais poderosas, influentes e ricas entidades do mundo dos esportes. Congrega mais de 230 organizações de esporte motor de 135 países e desde 2009 é presidida pelo francês Jean Todt.

A FIA é responsável por estabelecer, fiscalizar e fazer cumprir as regras das competições automotivas sob sua alçada (F1, stock car, kart, rally e suas várias modalidades). É também um tribunal de última instância que julga e aplica punições aos que desobedecem as regras. Suas finanças e negócios, entretanto, são delegados à Formula One Management (FOM), empresa presidida por Ecclestone. A FOM é o braço financeiro da FIA, controlando desde a venda de direitos televisivos e patrocínios, até a administração de recursos, estrutura e logística.

Um estudo divulgado em 2012 pelo banco de investimentos suíço UBS (um dos patrocinadores da F1), estimava em US$ 1,52 bilhão o faturamento anual do evento. Um terço das receitas vem do dinheiro pago pelas cidades para sediar as corridas. Outro terço vem dos direitos de transmissão por TV e o restante da venda de publicidade. Segundo o estudo, a F1 aumentaria suas receitas a uma taxa de 9,2% ao ano até 2016, para US$ 2,37 bilhões, menos que os 9,6% registrados de 2003 a 2011.

Muito da transformação da FIA é atribuído ao inglês Bernie Ecclestone, que começou uma exitosa carreira empresarial vendendo carros usados em Suffolk, conta o escritor e biógrafo Tom Bower, no livro "Não sou um anjo: Revelações Inéditas de Bernie Eccleston (EditoraNovo Conceito . 2011. Ribeirão Preto, SP). Como bem define Bower, nos últimos 36 anos, Ecclestone transformou a F1 de um mero esporte de entusiastas a uma das formas de entretenimento mais admiradas do mundo.

Quando a indústria decidiu se expandir para os países emergentes, lá foi a F1 estabelecendo circuitos na China, Malásia, Cingapura, Coreia e Bahrein. Com a pressão para que os automóveis sejam mais eficientes no consumo de energia e menos poluentes, a FIA impôs, para 2014, uma mudança radical dos motores. Os atuais 2.4 a gasolina deverão ser substituídos por três motores sendo um de 1.6 a gasolina e dois elétricos. O objetivo é sincronizar a F1 com as demandas por uma solução mais ecológica, garantindo a performance em termos de velocidade.

A Renault-Nissan, que fornece os motores para quatro escuderias - Williams, Red Bull, Toro Rosso e Lótus - já está levando para a F1 os novos motores que vinha desenvolvendo há anos, lembrou um porta voz. Além de um laboratório de testes, ter motores na F1 não deixa de ser uma bela propaganda para os automóveis elétricos que a montadora franco-nipônica vende na Europa e os seis modelos com selo "A" de eficiência energética que vende no Brasil.

É dessa forma também que a Petrobras enxerga a participação na F1. Desde 1956, quando a marca foi exibida pela primeira vez na prova das Mil Milhas Brasileiras de automobilismo, a estatal se mantém associada ao esporte motor. A F1 é também um laboratório para desenvolvimento de produtos como lubrificantes e combustíveis, que passaram a ser testados e aprovados por quem os utiliza sob as condições mais rigorosas, informou a empresa por e-mail."

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