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O arco-íris no canto do olho do escritor

02 de Abril de 2014 | Tammy Luciano

Quem escolhe escrever livros profissionalmente não tem ideia de quantas vezes terá que responder a pergunta: de onde vem tanta ideia para publicar? Eu sempre dou uma resposta, mas, na verdade, acho que nunca consigo expressar o que sinto e como as ideias chegam. Quem sabe essa crônica me ajude? Algo tão interno, pessoal, com o tempo ainda mais profundo, e eu tentando expressarcomo chega uma ideia para um escritor.

Imagino todo criador de histórias com um arco-íris no canto dos olhos. Por ali, conseguimos ver melhor as cenas imaginadas, os sons chegando junto com uma ideia mirabolante. E o vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta se misturam com nossos pensamentos, montando combinações dentro do nosso olhar, nos fazendo ter uma vontade enorme de colocá-las no papel. Quanto mais escrevemos, mais intenso fica esse arco-íris e novas combinações giram ao nosso redor.

Hoje, tendo a sorte de respirar diariamente a carreira e de ter a benção do acompanhamento dos leitores, me pego refletindo ainda mais sobre a profissão em busca de respostas, como se em algum momento eu, um simples ser humano de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, pudesse explicar mais detalhes sobre a intimidade milenar do autor.

- Posso causar decepção, mas cada escritor tem seu método, seu encontro intransferível com a literatura. Não vem querer colocar regras, congelar. Sua história é uma e a história do seu amigo escritor é outra – Essa sou eu dando pitaco no meio da crônica.

As minhas ideias para escrever chegam sem mais nem menos, como se o arco-íris explodisse em cores e várias vozes falassem ao mesmo tempo no meu ouvido. De uns anos para cá, saio com caneta, caderno, bloco e folha solta, para não perder detalhes importantes de uma ideia. Lembro que, há anos, no meio de um papo com amigos em um jantar, parei tudo para anotar no guardanapo uma ideia insistente e o garçom esticou o pescoço, tentando ler. Enquanto isso, no canto do meu olho, as personagens caminhavam, falavam e tinham uma vida inteira para ser contada.

Não acho que escritores tenham algo a mais do que qualquer ser humano normal. Apenas uma tremenda vontade de contar uma história que falada seria entediante. A gente coloca no papel para não ser taxado de maluco. Isso me faz lembrar de um caderno antigo, cheio de pensamentos em que coloquei: 

- Gosto de escrever, porque não faz barulho.

Não sei se hoje concordo com essa afirmação. Acho que nossos escritos fazem um barulho interno enorme no coração dos leitores, mas, em todo caso, me acostumei a esperar que os olhos do leitor cheguem até o texto.

- E o olhar do escritor, como nasce e por onde andará? – Essa é a pergunta subjetiva desse texto.

Temos que escrever, um desejo nos contagia, passamos horas na frente do computador ou com um caderno na mão. Você mesmo não sabe explicar bem sobre esse processo. Só tem a certeza que o arco-íris existe e tem a força de um furacão, a purificação de uma chuva e a beleza do mais lindo pôr do sol. Não sei exatamente se aconteceu dessa ou daquela maneira, mas, a cada texto, nunca mais serei a mesma. 

Sejam sempre felizes!

Até semana que vem!

5 pessoas comentaram

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Marcelo Pelegia

Marcelo Pelegia - 22 de Abril de 2014 às 18:59

Formulário.

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Bianca Sousa

Bianca Sousa - 07 de Abril de 2014 às 18:07

Tammy, que reflexão mais linda e sincera Não poderia descrever melhor o que acontece dentro da gente quando escreve.

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Lucas Borges

Lucas Borges - 06 de Abril de 2014 às 11:31

Ontem eu estava pensando sobre isso enquanto a página em branco do word. me chamava... Algo muito intenso acontece dentro de nós e apenas escrevemos :)

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Edson Gomes

Edson Gomes - 05 de Abril de 2014 às 08:41

Concordo Tammy. Eu acredito que as histórias ficam pairando no ar e nós as puxamos para que sejam contadas. Somos transmissores daquilo que existe no imaginário e quer criar vida própria: as páginas de um livro.

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Bia Carvalho

Bia Carvalho - 03 de Abril de 2014 às 11:07

É muito amor pela escrita que nos move, Tammy! Você definiu direitinho: um arco-íris! Acho que temos um radar também, pois tudo vira inspiração. Bjks

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