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Os homens cegos e o elefante. Como os colaboradores veem a sua empresa?

21 de Agosto de 2013 | Que Negócio é Esse?

Toda empresa segundo os preceitos da administração, mais especificamente do planejamento estratégico deve ser vista como uma organização que tem uma missão única, diferente de todas as outras, valores que permeiam o seu crescimento e também a tal da visão ou onde a corporação almeja chegar, no futuro.

Algo que percebo de engraçado nessas declarações é que elas são idênticas de uma empresa para outra. É verdade! Se você trocar o quadrinho, aquele emoldurado que fica na parede de entrada da fábrica de sapatos, por outro que estava na sala de reunião de um supermercado, ninguém vai notar a diferença, pois as frases são sempre as mesmas, tipo: “Nossa missão é fazer o melhor para atender o cliente” ou ainda “ Nossa missão é criar experiência e fidelizar o cliente” e por ai vai.

Pois é, essas declarações são qualquer coisa menos uma missão. O fundamento de uma missão é que seja de uma empresa e somente dela e não algo padronizado. Eu sei que todo mundo quer criar experiência, todas querem fidelizar, atender bem, mas tudo isso não passa de obrigação e não missão ou algo que a empresa quer alcançar, pois parto do pressuposto que ela já deve ter.

Mas, pior do que isso é quando a missão, a visão e os valores não são entendidos pelos colaboradores e que por este motivo não as praticam. Daí o cliente lê o quadrinho e o dito, não corresponde à ação do colaborador. E isso acontece por três motivos principais: 1) porque os colaboradores não estão imbuídos da missão da empresa e sim da sua própria, que não corresponde com o da empresa; 2) ou porque os próprios dirigentes não a seguem; 3) ou ainda porque a missão não foi disseminada e ficou somente entre as molduras do quadrinho.

Se uma cultura não é suficientemente forte para bancar as declarações estratégicas as pessoas verão a empresa por partes (as partes que lhes interessam). E isso me lembra dum conto indiano, mais especificamente budista: “Os 6 homens cegos e o elefante.”

Pessoas que viviam num vilarejo sempre discutiam fervorosamente sobre Deus e as diferenças religiosas e nunca chegavam numa resposta em comum. Dai, elas foram até Buda e perguntaram como era Deus exatamente. Este Sábio ao invés de responder pediu às pessoas que trouxessem um elefante enorme e seis pessoas cegas, para descreverem o animal. Dito e feito puseram o primeiro deficiente visual para tocar as pernas do Elefante, que disse que lhe parecia um tronco de arvore; o segundo tocou a barriga do animal e disse que parecia um muro áspero; o terceiro encostou suas mãos nas orelhas e disse que eram leques de abano; o quarto cego tocou o rabo e disse queera similar a um pedaço de corda; o quinto colocou suas mãos no dente do elefante e o retratou como uma lança e por fim o sexto sujeito cego tateou a tromba do elefante e disse assustado que era uma cobra.

Todos eles descreveram o que sentiam quando tocavam o elefante, mas nenhum dos cegos formou a imagem correta do grande animal, apenas um conjunto ou um amontoado de partes que não correspondiam ao real. E então Buda disse que todos eles estavam certos, pois é assim que percebiam as partes. A moral religiosa da lenda é que cada um percebe Deus de maneiras diferentes.

Mas para uma empresa a moral é outra: cada um percebe a sua parte da empresa e ninguém enxerga o todo (a tal da missão se perde nas partes) e a sabedoria indiana nos mostra que na prática ocidental, compartimentada fordista e nada interdisciplinar, pelo menos para alguns níveis de colaboradores, não há foco para que as pessoas vejam o todo e, portanto elas não saberão para onde caminhar. E não venha me falar que uma semana de integração para os novos colaboradores entenderem os 


Se o colaborador não vir o elefante inteiro, todos os dias, vai agir às cegas, fazer o máximo possível, mas os seus esforços serão canalizados para caminhos diferentes, todos cheio de boas intenções, mas deixando a corporação lenta, sem saber para onde caminhar para alcançar a sua visão.departamentos funciona, porque para por ai, é só uma semana!

Abra os olhos, aprenda com os indianos a conduzir o elefante com sabedoria e um propósito único: chegar a alcançar a visão pretendida.

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