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Qual o seu número?

17 de Julho de 2014 | Marina Carvalho

Fazia tempos que eu não dava umas boas gargalhadas ao ler um livro. Acho que desde "Um amor de detetive", da Sarah Mason, e de todos os que já li da Sophie Kinsella, não encontrei uma outra história que mexesse tanto com meu senso de humor. Que bom que encontrei "Qual seu número?", da autora americana Karyn Bosnak! Já estava sentindo falta de uma boa comédia romântica, e essa não deixa a desejar.

São 414 páginas de trapalhadas da personagem Delilah Darling, uma mulher de 29 anos, que se desespera ao constatar uma realidade trágica: já se relacionou com dezenove homens diferentes! E então, quando lê uma matéria sobre relacionamento, fica mais pirada ainda. É que nela há uma pesquisa: a média de homens para uma mulher de 30 anos e de 10,5. Para piorar, a mesma matéria deixa claro que, se a mulher tiver um número acima dessa média, é quase impossível achar o cara certo.

Por tudo isso, Delilah entra em pânico. As chances de ela conseguir se envolver com um homem legal e ficar com ele pelo resto de sua vida são quase zero. Sendo assim, nada de namorado de agora em diante. Ou aparece o sujeito certo, ou nada.

Mas nesse meio tempo, Delilah perde o emprego e, bem, acaba chegando ao vergonhoso (para ela) número vinte. E agora? Como ela irá sair dessa situação? Só mesmo um padre e sua função de intermediário de Deus poderia ter a solução. É isso aí. Delilah vai à igreja para se confessar e sai de lá com um propósito: já que não pode mais aumentar sua lista de namorados/rolos/ficantes, o jeito é tentar reconquistar um de seus ex.

Com o dinheiro da rescisão do contrato de trabalho, um carro velho e uma yorkshire chamada Eva, Delilah parte em busca desses homens que ficaram em seu passado por inúmeros motivos, mas que agora podem ser sua salvação.

E cada reencontro é uma piada. Ela se mete em tanta confusão que chega a irritar. Eu ficava me perguntando: "Como ela poder ser tão ingênua?" ou "Ela não vai fazer isso, vai?".

Os ex-namorados de Delilah são uma atração à parte. O perfil que a autora traçou para cada um deles é, ao mesmo tempo, único e ridículo. Mas é o que completa a graça da história. Se eu tivesse que escolher o mais engraçado — e sem noção — deles, acho que ficaria com o Wade Wojoqualquercoisa, o aspirante a dublê. E eu nem vou comentar o porquê, claro.

Mas, acima de tudo, de todas as confusões, ainda há o Colin, o exuberante vizinho da nossa querida e atrapalhada personagem. E vou parar por aqui. Acho até que já contei demais.

Li esse livro num fôlego só. Comecei na tarde de um sábado chuvoso e terminei — depois de várias paradas contra a minha vontade — na noite do domingo (mais chuvoso ainda). A Karyn Bosnak soube articular muito bem a história, pois "costurou" a vida de Delilah sem deixar pontas soltas entre o passado e o presente dela.

E mais: a capa é muito legal, principalmente por causa do Chris Evans de enfeite e colírio. E a leitura vale muito a pena. Eu recomendo.

Espero que tenham gostado da indicação. O livro é incrível e dá um banho em sua adaptação para o cinema.

Abraços a todos e até semana que vem!

1 pessoa comentou

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Vivian Mariene Castro

Vivian Mariene Castro - 17 de Julho de 2014 às 20:19

Espero ansiosa por cada quinta -feira só pra ler a coluna da Marina Carvalho

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