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Parabéns, autores brasileiros!

24 de Julho de 2014 | Marina Carvalho

Amanhã, 25 de julho, comemora-se o Dia do Escritor Nacional. O surgimento da data se deu a partir da década de 60, através de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, quando realizaram o I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, a que os dois eram presidente e vice-presidente, respectivamente. (Fonte: Brasil Escola)

Há muito mesmo o que se comemorar: autores brasileiros têm conquistado um espaço de relevância nas estantes das livrarias, editores começaram a investir em obras nacionais, o público vem deixando de lado o preconceito contra as histórias brasileiras.

Mas ainda é muito pouco. Estranha-me o fato de lermos tantas publicações, consideradas best-sellers lá fora, de qualidade questionável. Pelas redes sociais, vejo inúmeros clubes de leitura promovendo encontros para debater e exaltar títulos estrangeiros, arrastando centenas de fãs para seus encontros. Em contrapartida, os eventos parecidos focados em obras nacionais aparecem em números muito menores.

A literatura de Língua Portuguesa ainda é muito pouco explorada, mesmo com todos os esforços utilizados para promovê-la.  Eu não entendo.

Para mim, livro bom não tem nacionalidade. Independe do país de origem do autor. Mas por que para tantas pessoas isso é primordial? Vou exemplificar para facilitar a compreensão dos meus argumentos. Hoje os jovens devoram histórias do gênero new adult. Confesso:  também adoro. Conheço escritores nacionais que desenvolvem enredos brilhantes dentro da proposta, mas são os estrangeiros que acabam aclamados pelo público. 

E acho que nem preciso citar os títulos para comprovar meu discurso. Basta que estejam assinados por fulano ou beltrano. Entrarão nas listas dos mais vendidos, com certeza.

Espero que, daqui a alguns anos, essa situação mude de vez. Torço para que os brasileiros tenham orgulho de sua cultura, não se envergonhem de bater no peito e assumirem que preferem Jorge Amado a Ernest Hemingway. Sei lá! Sou capaz de relacionar, sem hesitação, diversos nomes de autores conterrâneos que encabeçam minha lista de preferidos, dos clássicos aos atuais, desde meus tempos de criança até agora.

Tenho prazer em contar que meu modo de escrever, de pensar, de organizar as ideias é fruto de minhas excursões aos mundos criados por Pedro Bandeira, Ziraldo, Monteiro Lobato, Drummond, Cecília Meireles, José de Alencar, Marcos Rey, Ana Maria Machado e de tantos outros nomes, os quais, graças aos céus, pertencem ao grupo de escritores BRASILEIROS sim, senhor. Para nossa alegria e gratidão.

Portanto, se você ainda não bota fé na literatura nacional, que tal começar a repensar seus conceitos e dar uma chance a ela? Garanto que vale muito a pena.

- Dedico o texto de hoje a três escritores fantásticos, que sempre inspiraram minha vida, e que nos deixaram recentemente. Obrigada, João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves (mestre maravilhoso) e Ariano Suassuna!

Abraços a todos e até semana que vem!

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