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O que vou ser quando crescer

26 de Dezembro de 2013 | Marina Carvalho

Meu aniversário está se aproximando e, desde os meus 25 anos, não torço muito pela chegada desse dia. É estranho envelhecer, não somente por causa da aparência jovial que vai ficando para trás, mas também pelo acúmulo de lembranças que adquirimos. Sempre fico melancólica quando escuto uma música antiga ou assisto a um filme dos Anos 80 ou reencontro uma colega de escola. Mas não é uma melancolia ruim, sabem? É algo que mexe com meus sentimentos e me faz refletir sobre os anos que vivi até hoje.

Pensando nisso, lembrei-me de como eu era criativa e volúvel no que dizia respeito ao que gostaria de ser quando crescesse. Desde novinha ficava imaginando diversos cenários, alguns glamorosos. Outros, nem tanto. (risos)

Já quis ser paquita. Quem é novo demais talvez não saiba, mas as paquitas eram um seleto grupo de adolescentes loiras que faziam cena com a Xuxa em seu famoso “Xou”. Elas ficaram tão famosas em determinada época que até lançaram um disco. Eu queria ser a Letícia Spiller – sim, a mesma Letícia que faz novela na Globo hoje em dia. Mas... Não nasci loira. Uma pena...

Antes disso, inspirada na Gretchen, desejei ser cantora. Ah! Rosana também tem uma parcela de culpa. A eterna “Como uma deusa” incentivou bastante meus ensaios debaixo do chuveiro. Eu soltava a voz sem dó, apesar de meus agudos serem uma verdadeira agonia aos ouvidos alheios. Essa fase custou a passar. Infelizmente para meus pais. (risos)

Então decidi fazer algo mais engajado. De tanto assistir a “Top Gun – Ases Indomáveis”, encasquetei de ir para a Marinha. Ai, gente... Acreditam que eu tinha a pretensão de um dia conseguir pilotar um daqueles caças? Pelo amor de Deus! Minha coordenação motora não prestava nem para manusear uma manete de Atari. Aff!

No início da década de 90, com a evolução do vôlei brasileiro, resolvi treinar duro a fim de me tornar uma jogadora consagrada, como a Ana Moser e a Fernanda Venturini. Minha mãe me inscreveu numa escolinha, onde eu treinava três horas direto, duas vezes por semana. Teria sido ótimo, se não fosse constrangedor. Enquanto minhas colegas conseguiam operar verdadeiros milagres – sacavam com destreza, faziam rolamentos perfeitos, cortavam, bloqueavam –, eu era chamada carinhosamente de “Moleza” pelo treinador. Ai, ai... E digamos que eu não seja tãããão alta assim. Cof, cof...

Por fim, assim que finalmente eu descobri que minha praia eram as palavras, tive a ideia de trilhar os passos de Fátima Bernardes. Com 13 anos de idade, eu me visualizava com perfeição diante da bancada do Jornal Nacional. Quatro anos de jornalismo me fizeram aterrissar. Pois é.

Portanto, minha gente, prestes a ficar um ano mais velha – digo, experiente –, recordar esse passado no mínimo excêntrico só me faz ver que meu negócio e escrever mesmo e deixar minha imaginação trabalhar em prol de meus personagens. É neles que me realizo. (risos)

Adorei a conversa de hoje. Espero que tenham gostado também.

Desejo uma excelente passagem de ano a todos e que 2014 venha com força total.

Até lá!

 

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Goimary Santos

Goimary Santos - 27 de Dezembro de 2013 às 11:21

Completei 25 esse ano e tbm passei por um milhão de escolhas malucas para o meu futuro profissional. Terminei no direito e estudando para concurso público. hahaha. Coisas da vida!

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