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O privilégio de ser o primeiro

22 de Maio de 2014 | Marina Carvalho

Quando minha amiga Glauciane Faria se ofereceu para acompanhar o desenvolvimento do meu primeiro livro, Simplesmente Ana, não imaginava que ela estava exercendo uma função bastante comum no meio literário: beta reader. Um termo pomposo, do qual eu abriria mão facilmente – não sou muito adepta a estrangeirismos desnecessários –, se não tivesse sido totalmente seduzida por ele. Beta reader. Beta reader. Não é chique, gente?

Mas em português também fica legal, afinal, para o autor, seja ele iniciante ou não, é fundamental a participação invisível do leitor número um, aquele que critica, discute, aponta, abre horizontes e nos traz de volta à realidade. Bom, pelo menos para mim, é assim que funciona.

E minha parceria com a Glauciane deu tão certo que até hoje é para ela que eu mando os capítulos, logo que termino de escrevê-los, na expectativa de seus pareceres sempre tão honestos. Confesso que já reelaborei cena, aumentei idade, troquei cor de roupa, tudo porque minha beta reader não deixa passar nada. Mas bato o pé e insisto até o fim: “Amiga, claro que a cor creme ainda existe.” (risos)

Se ela participa do processo de construção da história, hoje prefiro chamá-la de alfa: sua função é única, exclusiva e intransferível – até que fique cheia de mim e resolva me largar. (risos)

Porém, logo que encerro a produção do livro e faço as revisões necessárias, gosto de escutar novas opiniões. Cada obra contou com a análise crítica de algumas pessoas, antes escolhidas por grau de proximidade: amigos, alunos. Hoje uso outros critérios que têm me rendido ótimos resultados.

Com De repente, Ana, por exemplo, resolvi abrir um concurso no Facebook, cujo resultado me levou a cinco leitoras-beta maravilhosas. Gostei tanto que pretendo mantê-las para sempre. Será que vão querer? 

E, para o último livro da trilogia, Simplesmente Ana, pretendo fazer o mesmo.

Portanto, enquanto vários leitores propagam por aí se sentirem privilegiados por poderem ler uma história em primeira mão, na verdade a vantagem maior é do autor, que recebe a oportunidade de “calibrar” seu texto, o que pode resultar num trabalho muito melhor, no final das contas.

Deixo aqui registrado meu “muito obrigada” a todas as queridas beta readers que me deram a honra de entregar meus originais em mãos tão capazes. E à alfa Glauciane, um pedido: “Não me abandone jamais!”

Um abraço a todos os leitores do blog. Nos falamos na semana que vem!

2 pessoas comentaram

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Vivian Mariene Castro

Vivian Mariene Castro - 23 de Maio de 2014 às 11:23

Adorei o texto Marina.Quero ser sua beta reader .Please. rsrs

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Tony Ferr

Tony Ferr - 22 de Maio de 2014 às 15:36

Ótima coluna Marina! E uma boa escolha procurar leitores beta, é como eu chamo, acredito que ajudam bastante o autor e o livro! Parabéns pela coluna.

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