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À minha mãe

08 de Maio de 2014 | Marina Carvalho

Seu nome é Rita, pequeno como ela mesma. Aliás, eu ainda era criança quando minha altura superou a dela. Dividimos sapatos e roupas, ainda que por pouco tempo. É que meus genes de crescimento resolveram se rebelar e deram uma banana para a hereditariedade. Desse modo, andar com o braço sobre seus ombros era só uma das formas que eu tinha de me exibir. 

Sempre tive orgulho da minha mãe. Não fui uma adolescente rebelde – não muito (risos) –, não passei por aquela crise de competição, quando as meninas decidem que toda mãe é chata e só serve para dar bronca e fazer cobranças. A minha, não.

Cresci acreditando que, sem ela, eu não daria conta de enfrentar a vida. Por isso sempre a quis por perto. E, às vezes, por trabalhar fora, era difícil estarmos o tempo todo juntas, o que não impediu de sermos unidas. Minha mãe soube aproveitar os momentos que partilhava comigo e com minha irmã.

Claro que ela não foi um modelo de permissividade. Quantos nãos eu tomei na vida por desejar o impossível, mesmo que, naquela época, eu julgasse meus anseios inquestionavelmente justificáveis! E as broncas por uma ou outra nota baixa, os puxões de orelha pela falta de modos – eu gostava de me expressar, gente! (risos) 

Em compensação, dona Rita nunca agiu com crueldade ou injustiça. Embora não concordasse com todas as suas atitudes e decisões, hoje sei que elas foram tomadas com a melhor das intenções.

Sou tão grata a ela!

Sem seu exemplo, quem sabe se eu teria me tornado uma leitora tão voraz? Ou se seria capaz de me assumir como escritora? Foi minha mãe quem me apresentou ao universo da leitura, ao Maurício de Sousa, a Agatha Christie, ao Julio Verne, ao Círculo do Livro, a Jane Eyre, Heidi, Pollyanna... 

Sem seu modelo, a quem me espelharia para eu mesma exercer meu papel de mãe?

Pois é. Há tantas coisas que eu gostaria de escrever para ela, mas, engraçado: como é difícil transferir para o papel um sentimento tão poderoso e infinito! Então, cito Drummond:

Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo
mas estou cheio de escravos
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor. ("Sentimento do mundo”)

Mãe, dedico este texto a você, com todo o meu amor e carinho. 

E desejo a todas as mães que, neste domingo, tenham um dia maravilhoso, cheio de abraços, sorrisos, filhos e... presentes.

Um abraço a todos! E até semana que vem!

1 pessoa comentou

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Escuta Essa

Escuta Essa - 11 de Maio de 2014 às 21:44

Lindo! Feliz Dia das Mães :)

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