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Flor do Lácio

17 de Fevereiro de 2014 | Marina Carvalho

Eu tenho recebido várias mensagens de pessoas pedindo dicas para escrever um livro e, consequentemente, conseguir publicá-lo depois. Particularmente, considero essa tarefa muito difícil, afinal, existem muitas especificidades a serem consideradas se levarmos em conta fatores como estilo, organização e gosto pessoais.

No entanto, se há algo que deve ser levado em consideração por todos os aspirantes a escritores, ou melhor, por qualquer um que queira se comunicar com clareza, é o domínio da língua portuguesa.

Hoje, o excesso de informalidade na linguagem oral acaba se tornando uma barreira, um empecilho, na vida profissional. O resultado disso são textos muitas vezes ininteligíveis por conta das inconsistências gramaticais.

Não estou defendendo um purismo absoluto. Longe de mim! O que desejo ressaltar é que, ao se dominar a norma-padrão da língua, é possível trabalhar com ela em diferentes níveis, utilizando-a a favor do próprio emissor.

De acordo com o professor Elvio Peralta, Diretor Superintendente da Fundação Fisk, não há fórmula mágica: o segredo “é praticar a norma culta na leitura e na escrita”. Sendo assim, o cérebro passará a armazenar os termos corretos e a comunicação será mais precisa. “Problemas no discurso infelizmente são cometidos pela grande maioria das pessoas que não estudam a língua profundamente”, explica o professor. “Antes de aprendermos a escrever, aprendemos a falar. O que é absorvido nos primeiros anos da infância também será carregado durante o aprendizado da escrita”, complementa.

O escritor Pedro Bandeira, ao ser questionado certa vez sobre as técnicas que utiliza para escrever textos tão fluidos e atemporais, explicou que se obriga a usar a língua portuguesa com correção.

Portanto, aqueles que gostam de defender a tese de que o importante é se comunicar, não importando a linguagem empregada, precisam ter em mente que essa ideologia não funciona muito bem quando se trata da profissão de escritor. O editor, ao receber um original, espera, no mínimo, um texto coeso e coerente, livre de vícios e de barbaridades cometidas contra a nossa língua-mãe.

Acho que esse é o melhor conselho que posso dar a quem quer se arriscar no mundo da literatura.

Espero que tenham gostado da coluna de hoje.

Um abraço a todos e até semana que vem!

1 pessoa comentou

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Deborah Querino

Deborah Querino - 17 de Fevereiro de 2014 às 16:27

Excelente conselho Marina!

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