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“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”

23 de Janeiro de 2014 | Marina Carvalho

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”

Cora Coralina

Em breve mais um ano letivo começa. Embora possa parecer que nada nunca é diferente, que os anos acabam e reiniciam, como um disco velho arranhado e monótono, isso não passa de uma impressão. Todo recomeço sugere renovação, mesmo que, aparentemente, tudo pareça igual. 

Digo isso porque logo, logo estarei de volta à escola, junto dos meus alunos, fazendo uma das coisas que mais me dá prazer: ensinar Língua Portuguesa e Literatura à meninada. É verdade. Embora muitos fatores deponham contra, adoro minha profissão.

Vou explicar por quê.

O jovem é instigante. Acho a expressão aborrecente até injusta com a juventude. Afinal, em que outra fase da vida podemos ser tão despreocupados, ou ousados ao extremo, ou petulantes? Bom, qualquer um pode ser tudo isso e mais um pouco, mas apenas os jovens têm desculpa para agir assim. A espontaneidade deles me cativa e me renova. Conviver diariamente com adolescentes me faz ser um pouco mais compreensiva com a vida. Eu gosto disso demais.

Como professora tenho a possibilidade de enxergar o mundo não somente com meu olhar maduro, às vezes rígido, com valores arraigados, mas também com o otimismo que meus alunos carregam como verdadeiras bandeiras de fé.

O que vou dizer agora vai parecer banal, porém, analisem comigo: de que outro modo eu conheceria gírias da atualidade, como “trollar”, se não fossem as influências dos jovens com os quais convivo? Jamais teria me tornado fã da banda Avenged Sevenfold, não teria descoberto pérolas atuais da literatura infanto-juvenil, não saberia assistir a filmes online. Enfim, poderia passar o dia listando descobertas, aprendizados proporcionados a mim por meus alunos.

Ou seja, ser professora não faz de mim uma matraca velha, magnânima e absoluta em pé diante de diversas cabecinhas balançantes, como no passado. Minha profissão me permite ir além, com as trocas de saber que fazemos em sala de aula e até mesmo fora dela.

Costumo dizer que a escola em si e os alunos são os menores de nossos problemas enquanto educadores. O que faz de nós elementos pouco valorizados habita uma esfera muito maior, inacessível, tão distante da realidade que jamais verá o mal que esse descaso está fazendo à sociedade.

Portanto, apesar de as férias estarem no fim, já sinto umas fincadas de inquietação. Sei bem o que elas significam: preciso estar de volta às salas de aula, rever meus alunos, conviver.

Muitas pessoas me perguntam se, agora que me tornei uma escritora, pretendo abandonar meu emprego na escola. Para falar a verdade, gente, não pretendo, não. Porque, além de todas as vantagens que mencionei acima, existe mais uma: eu trabalho diretamente com meu público leitor. Não vou abrir mão desse bônus. (risos)

Espero que tenham gostado do texto de hoje, que está soando como um manifesto – acabei de perceber. :D

Com ele tentei homenagear todos os educadores deste país, inclusive os professores que passaram por minha vida enquanto aluna. Agradeço a todos pelo empenho, pelo esforço e pela fé.

E vocês? Têm saudades de algum professor ou professora, alguém que tenha marcado positivamente sua trajetória escolar? Conte para mim! Quero saber.

Um ótimo final de semana a todos e até semana que vem!

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