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Estilhaça-me!

17 de Abril de 2014 | Marina Carvalho

Esta resenha foi escrita em 2012, assim que o primeiro livro da Tahereh Mafi foi lançado aqui no Brasil. Eu gostei tanto que dei a ele CINCO estrelinhas no blog (quando eu era blogueira – rs) e no Skoob.

Agora, próximo do dia de conhecermos finalmente o desfecho dessa grande história – e com quem a Juliette vai ficar (Warner, please!) –, reedito meu texto para nos lembrarmos de como tudo começou. Espero que gostem!

Imagine se você fosse a única pessoa neste mundo que possuísse um toque letal, capaz de aniquilar qualquer um que esbarrasse em sua pele. Horrível, né? Pois Juliette é assim. Por causa desse "dom", seus dezessete anos de vida foram um inferno. Nunca houve um ser neste mundo que a quisesse por perto, incluindo seus pais. Ficava isolada de todos na escola (e por isolada entenda separada por grades, quase confinada).

Um dia, ao tentar salvar uma criança dos maus tratos da mãe, Juliette acaba provocando uma tragédia que lhe custa a liberdade. O Restabelecimento, grupo que domina a sociedade desde a decadência das nações, a trancafia num porão do que parece ser um hospício e a obriga a viver em condições sub-humanas por quase um ano. Não fosse pela inesperada chegada de Adam à sua cela, a vida de Juliette só mudaria no dia em que morresse.

Ter um parceiro de confinamento é tudo o que a garota quer, mas não deveria querer. Como não pode tocar em ninguém, dividir um minúsculo espaço com outro ser humano é se envolver com problemas na certa. Mas Adam é Adam, o garoto de olhos azuis brilhantes que Juliette cansou de ver na escola, tão isolado quanto ela. Mas ele não parece se lembrar disso.

Ainda bem que a história não se detém no isolamento dos dois. Sem que o leitor possa prever, ela dá uma guinada e várias revelações surgem simultaneamente. Um vilão - dos bons - aparece para apimentar a narrativa  já um tanto quanto... caliente. Hummm...

O que mais me chamou a atenção em ESTILHAÇA-ME foi a fluidez da narração. A autora utiliza recursos linguísticos pouco comuns, como ausência de vírgulas, uso de tachados, transcrições literais e constantes de pensamentos, tudo isso (creio eu) para mostrar o quão alucinante é a cabeça de Juliette. Achei a ideia tão original que cheguei a ter inveja. Tipo: por que eu não pensei nisso antes? (inveja...)

Para um primeiro volume de uma série de três livros, ESTILHAÇA-ME é bem satisfatório. No entanto, o final me pegou de surpresa. Não sei se fui só eu, mas tive a sensação de estar assistindo a episódios de X-Men. Mas nada que atrapalhe a obra como um todo, que por sua originalidade e pelo casal explosivo (ufa!), vai levar CINCO estrelinhas.

Leitores da Coluna Marina Carvalho, tenham todos um feriado incrível. Uma feliz Páscoa! 

Até semana que vem!

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