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Palavra de Escritora: Música

07 de Novembro de 2014 | Lu Piras

A música está presente no meu dia a dia. E não poderia ser diferente na minha rotina de escritora. Raras são as manhãs, impossíveis são as noites, sem ela. O silêncio faz muito barulho quando estou escrevendo. Meus personagens permanecem calados enquanto não encontram sua própria canção. Música, companheira da escritora que vive em mim; cúmplice dos meus devaneios; parceira de todas as histórias. À música, que dá ritmo e harmonia ao abrir e fechar de minhas asas literárias, dedico a coluna “Palavra de escritora” desta sexta-feira.

Cada personagem tem a sua canção. Cada história, sua trilha sonora. Cada cena, sua musicalidade. Personagens, cenas, histórias não surgem do vazio, do escuro, do silêncio. A inspiração me chega de diversas formas e encontra em mim todos os estados de espírito. Sou inconstante e o ato de escrever maximiza isso. Nisso está a riqueza da minha narrativa, nos diferentes tons e sons da minha alma. Quando sintonizo a música certa, não importa se estou feliz ou se estou triste, é como se as palavras que escapam das vozes dos meus personagens existissem muito antes de eu tomá-las por empréstimo. É como se fossem notas de uma canção não composta por mim, mas pelas minhas mãos tocada pela primeira vez.

Cada música tem a sua história, e cada história a sua música. E cada nota, uma palavra. E cada palavra, uma nota. O corpo sou eu, a alma é ela. Mas, às vezes, ela é o corpo e a alma da narrativa. Sim, a música é tão importante assim. Tão importante, que a escritora se torna coadjuvante. Tão importante quanto se eu pudesse escrever sem nunca ter aprendido a tocar nenhum instrumento. E eu escrevo mesmo assim, desafiando meus próprios ouvidos antes dos seus.

Como se me fosse pianista, meus dedos de escritora deslizam fugazes e ansiosos pelas teclas. A sonoridade disso é música aos meus ouvidos (embora frequentemente incomode quem estiver ao meu lado). Não há delicadeza alguma neste gesto. Não há conforto em sentir o esforço dos tendões. Não há elegância na postura da coluna, encostada de qualquer jeito onde for, como for, pelo tempo que for.  Essa pianista que não vive em mim só ouve o que nunca saberia compor, mas sempre pode aprender a tocar. Eu só escrevo o que nunca poderia deixar de escrever, mas sempre vou precisar ouvir. A Música.

Para encerrar nosso tema de hoje, uma canção que me acompanhou enquanto eu escrevia Um Herói Para Ela. Para o leitor familiarizado com a história, não é novidade.  ;)

1 pessoa comentou

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Lizzie Schweitzer

Lizzie Schweitzer - 06 de Janeiro de 2015 às 13:06

Escrever sem música é o mesmo que viver sem respirar; impossível.

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