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Palavra de escritora: Leitor

31 de Outubro de 2014 | Lu Piras

Chegou o dia em que descobri que leitor não é apenas aquele que lê. É quem entende e interpreta a história. Ao lado do autor e do narrador da história, o leitor forma uma tríplice aliança literária - neste caso, desmilitarizada, ok? Brincadeiras a parte, não pretendo dar aqui uma aula teórica, explicando sobre a função e a importância de cada uma dessas três entidades, embora o campo de estudo da teoria literária seja muito interessante e atrativo para os amantes da literatura, estudiosos dessas temáticas ou não. Como autora, muitas vezes me confundo com o narrador da história, mas na maior parte do tempo me confundo com o leitor. Sim, confesso que disputamos território entre nós, mas nós três – autor, narrador e leitor - formamos um bloco aliado com a precípua intenção de defender um equilíbrio no desempenho de nossos papéis e na realização de nossas vontades.

Nos meus recentes quatro anos de andanças na blogosfera literária, acompanhei o quanto o leitor ganhou destaque. E status de crítico literário. O blogueiro profissional, como primeiro receptor das histórias, basicamente um beta reader, passou a ser requisitado por editoras para dar pareceres e avaliar obras publicadas ou não. Editoras lançam mão das mais variadas estratégias de marketing para atrair o público-leitor. O leitor é o alvo não de um só gênero literário e sim de muitos. Todo leitor integra esse público-alvo em potencial. Isso porque temos uma literatura cada vez mais generalizada, acessível ao maior número de leitores possível, comum a várias e variadas áreas de interesse.

Como autora, narradora e leitora, a escritora que vive em mim está sempre dividida entre o mundo real e o imaginário. Quando escrevo, habito a interseção desses mundos, indecisa sobre o momento em que a transmutação deve acontecer. Em um texto, posso me tornar o fruto dessas três entidades. E escrever se torna essa experiência mágica que me permite ser personagem real na minha imaginação e ser personagem imaginária na minha vida real. Por que respeitar os espaços de cada uma, se todas somos a mesma? E a leitora, em primeira e última instância, é de quem preciso obter os aplausos ao final do espetáculo. O dia em que descobri que leitor não é apenas aquele que lê, percebi que não escrevo para ser lida. Escrevo, sobretudo, para ser compreendida.  E para me compreender. 

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