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Como crio meus personagens

01 de Outubro de 2014 | Graciela Mayrink

Uma das perguntas que mais escuto quando lanço um livro é se eu me baseei em alguém para criar algum personagem ou se um deles tem algo a ver comigo.

Meus personagens costumam ser 100% fictícios. Se eles trazem alguma característica minha é inconsciente, não faço de propósito.

Em meu novo livro, A namorada do meu amigo, tudo é ficção. Graças a Deus nunca passei pelo dilema do Cadu, nem estive na pele da Juliana ou do Beto. Todos os personagens foram tirados da minha cabeça e não me inspirei em ninguém que conheço.

Já o processo de criação dos personagens de Até eu te encontrar foi um pouco diferente. A Flávia eu comecei me baseando na minha irmã, mas logo a personagem ganhou vida e características próprias, porque ela fazia coisas e vivia situações que a minha irmã não viveu. Por este motivo, ela foi se distanciando da Flávia real.

 

O que poucas pessoas sabem é que dois personagens de Até eu te encontrar realmente existiram: a tia Abigail e a Luzia. A tia da Flávia é a minha avó materna, inclusive a casa que ela mora em Ponte Nova, e que eu descrevo no livro, é onde minha avó morou e onde passei vários momentos maravilhosos da minha infância. E a Luzia,  uma pessoa que trabalhava para ela. Mas isso é o máximo que coloquei de realidade em personagens na ficção.

Nos próximos livros, meus personagens também serão fictícios. Gosto de criá-los da minha cabeça, dando características que invento e que melhor se encaixam a cada um. É complicado pegar pessoas reais para colocar em uma história porque vai chegar uma hora que o personagem não vai fazer o que essa pessoa faria na vida real, e aí a situação pode não ficar verossímil.

Antes de começar a escrever eu penso nos personagens que farão parte do livro. Abro um bloco de notas no computador e vou colocando nome, idade, cor do cabelo, relacionamento deles entre si. Gosto de pensar em cada um deles como pessoas reais, dou um passado, crio toda uma história por trás do que aparece no livro. Sim, muita coisa que anoto sobre cada um nem chega a entrar no romance, mas é fundamental para eu entender como eles se comportam e fazer com que cheguem até aonde eu quero.

Acredito que possa haver várias fórmulas de sucesso para criar personagens, mas essa é a minha. Dar um passado para cada um, pensar nos personagens como se fossem pessoas reais, que você conhece e são seus grandes amigos funciona para não perder a mão. Afinal, se você os conhece muito bem e com profundidade, saberá o que eles farão em cada momento da trama. Sem contar que chegará um momento em que eles tomarão conta da história e aí o livro caminhará na direção que você planejou.

Até a próxima coluna!

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