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Livro Impresso x eBook

21 de Agosto de 2013 | Falando de e-Book

Livro Impresso x eBook

A TV não acabou com o rádio; os telejornais e os jornais on-line não substituíram os impressos e o DVD não deu fim às sessões de cinema. Mas e os eBooks? Será que os livros digitais, que já têm força no mercado editorial internacional, e vêm chegando devagarzinho no Brasil, podem virar uma ameaça para os livros impressos?

Nos Estados Unidos, 50% dos livros de ficção vendidos em 2012 eram e-books e na área de não-ficção esse número chegava a 25%. No Brasil, a DLD, maior distribuidora de livros digitais do País (que distribui de forma exclusiva os e-books das editoras Novo Conceito, Objetiva, Record, Planeta, Rocco, L&PM e Sextante), vendeu 50 mil exemplares digitais em dezembro de 2012, com um crescimento de 900% com relação a dezembro do ano anterior. A expectativa da distribuidora é de que esse crescimento seja mais gradual ao longo de 2013, chegando a de 250 a 300% , mas, mesmo assim, os e-books representariam apenas 2,63% do mercado editorial brasileiro.

Meu critério: os livros que não pretendo guardar em casa em papel eu compro em formato eletrônico. Os que quero colecionar, compro em papel, a não ser que a pressa de um prazo de reportagem me obrigue a ler a versão eletrônica. – Lucia Guimarães

O livro “A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra”, de Robin Sloan lançamento de abril da Editora Novo Conceito, coloca esse tema em discussão com uma grande metáfora, de jovens totalmente mergulhados no mundo digital e tecnológico que descobrem um atalho para a vida eterna nas páginas de um livro.

BLOG NOVO CONCEITO ouviu algumas pessoas que adoram ler e que usam a leitura como ferramenta de trabalho e as opiniões são as mais diversas. Muitos concordam que o peso do livro impresso pode ser uma grande desvantagem, assim como o cansaço causado pela leitura na tela do computador. O cheiro do livro e o prazer de folheá-lo também prendem os leitores aos livros tradicionais, enquanto muitos não abrem mão da praticidade de ler no metrô ou na rua…Mas uma coisa é unânime. Mesmo se rendendo aos confortos e modernidades do eBook, ninguém parece disposto a esvaziar as estantes ou se afastar das livrarias. É por essas e por outras que, ao que tudo indica, e-books e impressos nunca serão concorrentes, mas complementares…

Confira abaixo a opinião de nossos entrevistados sobre o livro impresso x eBook.

LUCIA GUIMARÃES – JORNALISTA – O ESTADO DE S. PAULO/GNT
“Comprei meu primeiro tablet em 2010 e estou completamente dependente do e-reader como jornalista, mas este não é o meu modo de leitura favorito.

Tenho mais prazer de ler no papel, não só pela experiência visual e táctil do livro como também pelo cansaço com a tela de cristal líquido. Aliás, perguntei a um dos cientistas que desenvolveu a tela nos anos 90 , qual era o tablet que menos cansava a vista e ele respondeu: o livro de papel.

Por outro lado, para o trabalho, se uma entrevista é marcada em cima da hora com um autor de um livro de, digamos 600 páginas , além de ler na correria, o e-reader me permite ir destacando em amarelo trechos relevantes e fazer pequenas notas eletrônicas com resumos para uma pergunta a ser feita na entrevista.

Meu critério: os livros que não pretendo guardar em casa em papel eu compro em formato eletrônico. Os que quero colecionar, compro em papel, a não ser que a pressa de um prazo de reportagem me obrigue a ler a versão eletrônica.”

 
 

PEDRO CAMARGO – PROFESSOR, ESCRITOR – AUTOR DO LIVRO  “O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR”
“Eu tenho um smartphone que baixa livros no aplicativo kindle. Tenho a certeza que um não vai acabar com o outro, pois nada substitui o cheiro do livro e, no e-reader, no meu caso meu smartphone, tenho títulos que não são os mesmos do impresso. Impressos são livros para eu ler com calma e em horários de lazer e os e-books leio no rush do dia-a-dia, no trânsito, no embarque e desembarque. Portanto, são leituras diferentes para momentos diversos.

 

Amo os dois. Não vivo sem um nem outro. É como filho, ambos têm um lugarzinho, ou melhor, um lugarzão no meu coração e no meu dia.”

 
 

RAQUEL COZER – JORNALISTA – FOLHA DE SÃO PAULO
“Não penso que os impressos possam acabar, não. Sempre haverá os livros que você quer ter em casa, seja pelo bom acabamento, seja por questões afetivas. Já se falou bastante sobre isso: vão prevalecer as editoras cuidadosas com a edição. E aquelas que trabalham grandes obras, daquelas que dá orgulho de ter na biblioteca em casa.

 

Agora, é claro que me preocupo: há muito o discurso de que livros digitais devem custar R$ 1,99, ou que direitos autorais devem ser abolidos, coisas assim. Mas o negócio tem de ser rentável para funcionar –inclusive para o escritor. Não se pode negar que a internet exige mudanças no formato atual de direitos autorais, mas também não se pode sufocar a cadeia criativa. E discordo da ideia de que editores sejam intermediários dispensáveis. Isso vale inclusive no jornalismo: os editores são as pessoas que fazem uma primeira leitura crítica do texto e percebem o que falta, o que pode melhorar. Editores de texto são fundamentais, além de fazerem uma triagem interessante ao selecionar autores, considerando a enorme produção atual. A autopublicação entra como mais uma (e ótima) possibilidade de triagem, esta feita diretamente pelos leitores. Mas, em geral, autores autopublicados também buscam editoras –e vários autopublicados bem-sucedidos dizem que acham seus textos melhores depois de uma boa edição.”

 
 

EDGAR SILVA – GERENTE EDITORIAL DA EDITORA NOVO CONCEITO
“Assim como o vídeo não acabou com o cinema, imagino que os dois suportes de leitura coexistirão por muitas décadas. Talvez, num futuro não muito distante, o mercado de e-books seja maior que o de livros impressos. Contudo, penso que os preços de e-books e de e-readers ainda não são convidativos para essa migração de leitura.

 

Com relação aos livros impressos, as vantagens são os diversos tipos de formato, cor, textura etc. que só o papel pode oferecer. Além disso, o livro impresso pode ser doado, presenteado, emprestado e até revendido. Ele carrega a história de seus leitores! Como desvantagens, cito o volume e o peso que uma biblioteca tem. Como carregar tudo isso?

Já no que se refere ao livro digital, prefiro começar pelas desvantagens. Como citei, acredito que os preços de e-readers e de e-books podem ser um grande atrativo, mas ainda não o são. Já o que mais me incentiva a consumi-los é o acesso, pois posso, com poucos cliques, comprar um livro que sei que nunca será lançado no Brasil como livro impresso. Isso era algo impensável há 10, 15 anos atrás! Outra vantagem é poder levar sua biblioteca a qualquer lugar, lê-la em diversos dispositivos, simplesmente parar a leitura a qualquer momento e retomá-la com poucos cliques, no ônibus, na sala do dentista, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê…”

 
 

FERNANDA CORREIA – JORNALISTA – FOLHA.COM
“Continuo comprando livros impressos, especialmente se gostei muito de lê-los na versão e-book.Um não exclui o outro. Livros infantis e quadrinhos são melhores lidos no e-reader, mas para marcar passagens, citações e reler ainda prefiro os impressos.

 

Para ler prefiro os livros impressos. Apesar das melhoras das telas, acho muito cansativo ler pelo visor.

As vantagens do livro impresso são que você fica focado nele, e sempre lembra que ele está ali interminado. Dependendo da edição, capa e acabamento podem fazer falta. As desvantagens são o espaço ocupado e o peso de alguns volumes grossos.

As vantagens do e-book são a facilidade em comprar livros importados, que automaticamente chegam no seu e-reader e, em viagens, por exemplo, você pode levar diversos exemplares. As desvantagens são a possibilidade de acabar a bateria durante a leitura e os sistemas de nuvens, que ainda não são muito confiáveis”.

 
 

THIAGO MLAKER – EDITOR DO SELO NOVAS PÁGINAS
“Particularmente, não tenho o costume de ler e-books e não tenho e-reader, porque sei que acabaria usando muito pouco.

 

Acredito que o formato “livro” praticamente não mudou com o passar dos anos, porque é muito eficaz. É fácil de levar pra qualquer lugar, não requer baterias e pode ser lido em qualquer lugar e a qualquer momento. Contudo, pra mim, uma grande vantagem do e-book sobre o livro impresso está em ele não ocupar espaço. Além disso, para os casais uma grande vantagem é os e-books poderem ser lidos no escuro, evitando o dilema da luz acesa versus sono.

Penso que os e-books vão dominar cada vez mais o mercado e, possivelmente, serão maioria absoluta. Acredito que as novas gerações não têm nenhuma resistência aos e-books e vão ajudar nesse processo. Entretanto, acho que sempre haverá livros impressos para os saudosistas como eu. Espero.”

 
 

TAMMY LUCIANO – ESCRITORA, AUTORA DE GAROTA REPLAY
Ainda não entrei no mundo dos e-books. Sou uma apaixonada pelo objeto livro, tenho um número enorme de livros, mas estou aos poucos fortalecendo a ideia dos e-books na minha cabeça. Não sei nem como seria meu escritório sem os vários livros que eu tenho.

 

No futuro acho que teremos apenas e-books, mas imagino isso em um futuro distante. Basta lembrar como a gente tinha o hábito de imprimir tudo e guardar uma quantidade absurda de documentos, papéis impressos. Hoje até as fotos estão de maneira mais virtual do que nunca. Uma ou outra foto é impressa no papel hoje em dia.

A parte boa do e-reader é que podemos junto com o livro, incluir as mídias, como o leitor poder escutar uma música citada no livro, ver fotos da cidade em que o casal protagonista visita e quem sabe se o personagem for um desenhista, os desenhos dele possam estar disponíveis para o leitor.”

E você? Já aderiu ao livro digital? Ainda prefere o cheiro do impresso? Esta matéria abre a coluna “Falando de eBook” e queremos ouvir a sua opinião! Os comentários estão abertos.

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